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Brasil amplia discussão sobre retirada de vacina contra aftosa

A retirada da vacina contra a febre aftosa prevista para 2021 foi suspensa em decorrência da pandemia do novo coronavírus

03/05/2021 às 09h28


O Brasil deve vacinar em maio 170 milhões de animais contra a febre aftosa durante a primeira etapa da campanha nacional de imunização de 2021. Serão imunizados bovinos e bubalinos de todas as idades na maioria dos 21 estados, entre os quais São Paulo, que têm como meta vacinar 10,5 milhões de bovídeos, lembrou o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) na sexta-feira (30).
 
Segundo informações da Divisão de Febre Aftosa da Secretaria de Defesa Agropecuária, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a retirada da vacina contra a febre aftosa prevista para 2021 foi suspensa em decorrência da pandemia do novo coronavírus.
 
Entretanto, o país recebeu parecer favorável da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) para reconhecimento dos estados do Paraná, do Rio Grande do Sul e do Bloco I (Acre, Rondônia e parte do Amazonas e de Mato Grosso) como zonas livres de febre aftosa sem vacinação. Neste mês de maio, o tema será avaliado durante a 88ª Sessão Geral da Assembleia Mundial dos Delegados da OIE.
 
De acordo com o presidente eleito para a gestão 2021-2024 do CRMV-SP, o médico-veterinário Odemilson Donizete Mossero, para a retirada da vacinação é necessário que sejam cumpridas todas as etapas preconizadas no Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (Pnefa), com a participação efetiva e engajamento das entidades do agronegócio, dos produtores e dos governantes.
 
“É preciso o fortalecimento contínuo dos serviços de defesa e vigilância sanitária animal, incluindo a ampliação do quadro de profissionais; a disponibilização de infraestrutura, equipamentos e veículos adequados; a reorganização dos postos de fiscalização; e a reorganização de estudos e monitoramento epidemiológico, especialmente de áreas fronteiriças”, disse o dirigente em nota.
 
Impactos da retirada da vacinação

A vacinação visa manter a imunidade do rebanho em um nível alto, enquanto todas as etapas necessárias para a retirada da vacina em cada bloco sejam atendidas, conforme previsto pelo Pnefa, impedindo assim uma reintrodução da doença.
 
Com a retirada da vacinação, há uma expectativa pelo maior reconhecimento internacional do trabalho desenvolvido em relação à erradicação da febre aftosa no Brasil. “Isso se traduz na ampliação de mercados importadores de carnes e outros produtos desta indústria. Também se espera uma redução de custos para o sistema produtivo, pois os gastos com a vacina e o manejo do gado também sairão da rotina dos produtores”, disse na mesma nota Fábio Paarmann, integrante da Comissão Técnica de Saúde Animal do CRMV-SP.
 
Para Mossero, alcançar esse status significa que todo o trabalho que envolve o sistema de Defesa Sanitária Animal do país está funcionando, que a integração entre atividades oficiais e da iniciativa privada está ocorrendo e que os produtores e as comunidades locais estão envolvidos.
 
“Como consequência, haverá ganhos em credibilidade internacional não só para o Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa, mas para todos os programas oficiais implantados na agropecuária brasileira”, afirmou o presidente eleito do CRMV-SP.
 
Com o avanço dessa nova fase e das maiores garantias sanitárias na qualidade do produto, ampliam-se as chances de negociação e o valor final agregado. “Além disso, o valor atualmente utilizado pelos produtores para a imunização dos rebanhos poderá ser revertido na ampliação dos investimentos em novos programas de saúde animal ou mesmo em melhoria na infraestrutura da produção”, concluiu Mossero.

Fonte: CarneTec



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