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Histórico da Suinocultura
Ultima atualização:
19/09/2008
Presente na mesa de ricos e pobres de todo o mundo, a carne suína e seus derivados têm, ao longo dos últimos milênios, conquistado admiradores, graças ao seu sabor marcante e elevado valor nutritivo. Mas mitos do passado, que atribuem ao seu consumo supostos prejuízos à saúde humana, ainda insistem em restringir o reconhecimento de poucos à sua qualidade e segurança alimentar.
Cada dia mais saborosa, saudável e segura, a carne suína está derrubando lendas e crendices, ao se verificar a evolução da suinocultura no Brasil e no Mundo. Saboreado em diferentes culturas em todo o mundo, o suíno sempre esteve associado à idéia de prosperidade e fartura. Ainda hoje, independentemente do consumo de sua carne, simpáticos “porquinhos” são utilizados como cofres, dando forma a sua fama de animal que traz prosperidade; a qual pode ser percebida em toda a cadeia produtiva da suinocultura. Do campo à mesa, o suíno vem ajudando a construir o desenvolvimento econômico e social de várias regiões do país, garantindo emprego e renda a milhares de brasileiros.
Os primeiros suínos a pisarem em solo americano foram trazidos por Cristovão Colombo, durante sua segunda viagem ao continente, em 1493. Em terras brasileiras, os suínos chegaram cerca de 40 anos depois, em 1532, trazidos pelo navegador Martins Afonso de Souza.
No Brasil o suíno sempre se destacou pela produção de gordura, perdendo espaço no mercado de banha nos anos de 1950 com a chegada de grandes produtores de óleos. A partir daí a carne suína passou a ser privilegiada e surgiu um novo perfil de consumo. Na busca por mais carne e menos gordura, os produtores trouxeram novas raças para o Brasil, como a Large White, Landrace, Berkshire, Hampshire e Wessesx .
A diversidade das raças gerou um novo patamar de desenvolvimento na suinocultura nacional. Uma melhor assistência técnica, um controle sanitário adequado e o desenvolvimento da indústria frigorífica e de alimentos garantiram ao país uma proteína animal mais eficiente e contribuíram para o aprimoramento de raças brasileiras.
Uma raça em suinocultura é constituída a partir de um conjunto de animais com características semelhantes, adquiridas por influências naturais e sexualmente transmitidas. Desta forma, alguns escritores dividem as raças existentes no Brasil, como raças estrangeiras e nacionais.
Destacam-se como raças estrangeiras mais conhecidas no Brasil: Landrace, Duroc, Large White, Hampshire, Pietrain e a Wessesx.
Já as raças nacionais mais lembradas são: Piau, Canastra, Caruncho, Nilo, Tatu, Pereira, Piratinga e Moura .
A evolução da suinocultura no Brasil atinge a cadeia produtiva como um todo, da genética à gestão de negócios, passando, é claro, pela nutrição, instalação, sanidade, manejo e práticas ambientalmente corretas. Envolve, indistintamente, criadores, indústrias, distribuidores e consumidores. Até meados do século passado os criadores eram independentes, com rebanho de pequenos portes, pouco afeitos a parcerias, sendo raros os vínculos legais entre criadores e indústrias.
Com o surgimento da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos – ABCS, em 1955, na cidade de Estrela – RS essa realidade começou a mudar. Sua principal função seria a busca pelo melhoramento genético do rebanho nacional, por meio de incentivo a introdução de raças puras que garantiram a produção de menos gordura e mais carne.
Com o aperfeiçoamento das raças passam a ser verificados melhoras significativas nos indicadores de produtividade.
No decorrer do aperfeiçoamento genético surgem as Associações Estaduais que vão contribuir para o controle do avanço.
Em 24.07.1959 é fundada a Associação Catarinense de Criadores de Suínos – ACCS, como uma entidade de classe, sem fins lucrativos com objetivo, também, de defender e apoiar os suinocultores do Estado de Santa Catarina.
A suinocultura de Santa Catarina vem se destacando por vários motivos, dentre eles:
- É competitiva internacionalmente;
- Possui o melhor nível de produtividade do País, tanto no campo como na indústria;
- Tem índices de produtividade semelhantes e superiores aos dos europeus e americanos;
- Possui cerca de 12 mil suinocultores;
- Tem um rebanho permanente de 6,2 milhões de cabeças;
- É responsável por 25% da produção nacional, que é de 2,7 milhões de toneladas/ano;
- Produz 0,7% da produção mundial;
- Participa com 28% das exportações brasileiras;
- Mercado de suínos nacional está concentrado em cinco grandes empresas, todas com matriz em Santa Catarina;
- Essas empresas detêm 60% dos abates e 70% dos negócios suinícolas do país;
- Dos abates totais, 82% originam-se nos Sistemas Integrados;
- Dos abates inspecionados, 90% dos suínos são dos Sistemas Integrados;
- No Estado, na Região oeste, concentram-se 70% do rebanho, 7,8% no Sul e 13,2% nas demais regiões;
- No PIB Estadual, a suinocultura é a primeira principal atividade, participando com 21,43 % do total (Segundo ICEPA 2005)
- A atividade emprega diretamente em torno de 65 mil e, indiretamente, mais de 140 mil pessoas
- Possuímos mão-de-obra qualificada
- Clima favorável
- Livre de Febre Aftosa desde 1993
- Erradicação da Doença de Aujeszky
- Livre de peste Suína Clássica desde 1990
- Reconhecimento nacional como área livre sem vacinação desde 27.04.2000
- Reconhecimento pela OIE Livre Aftosa sem vacinação – 25.05.2007
- Eficiência nas barreiras sanitárias
- Fácil acesso ao Porto de Itajaí
- Trabalhos em prol da Manutenção e Recuperação do Meio Ambiente – TAC
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